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Busca por imóveis aumenta em São Paulo e interesse por compra supera o aluguel

Mais da metade dos consumidores tem intenção de comprar e só 38% querem alugar, um panorama oposto ao visto no ano passado

Ainda em plena pandemia, a procura por imóveis residenciais em São Paulo cresceu 26% em junho, registra o portal imobiliário Imovelweb. O que mudou no perfil da busca foi a quantidade de interessados em comprar, mais da metade dos consumidores (57%) contra 43% que pensam em alugar.

Até o ano passado, a disparada maioria dos consumidores (62%) tinha intenção de alugar e não de comprar. Mas uma combinação de novas demandas criadas pelo home office (teletrabalho), juros de financiamento baixo e preços estagnados dos imóveis mudou essa realidade.

“Atualmente, o cenário está bem atrativo para aqueles que possuem planos de adquirir imóveis. A menor taxa de juros dos últimos tempos, estabilização de preços, redução de estoques e novas soluções de crédito”, afirma, em nota, o executivo do Imovelweb, Tiago Galdino.

Preferência por casas

Outra mudança foi o interesse por casas. Em 2019, 55% dos usuários do Imovelweb buscavam comprar apartamentos e 45%, casas. Mas no cenário de pandemia, tudo se inverteu.

Agora, 56% querem adquirir uma casa e 44% seguem procurando comprar apartamentos.

No mês de junho, os bairros que despertaram mais interesse de quem quer comprar casa foram Vila Mariana, com preço médio de R$ 10.665/m², Interlagos (R$ R$ 6.159/m²) e Mooca (R$ 7.208/m²).

Para quem prefere apartamentos, os bairros mais cobiçados foram Ipiranga (R$ 8.293,00/m²), Tatuapé (R$ 7.410,00/m²) e Vila Prudente (R$ 6.492,00/m²).

“O atual momento é ótimo para renegociações e propostas”, completa. Com as taxas mais baixas, até quem já possui um financiamento pode tentar a portabilidade de crédito para amenizar as prestações e pagar menos juros no final do prazo de financiamento.

Fonte: Valor Investe