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10 de agosto de 2026

ABRAINC participa de fórum sobre construção de cidades resilientes e finanças sustentáveis

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A ABRAINC, em parceria com CBIC, GBC Brasil, Saint-Gobain, Secovi-SP e SindusCon-SP, promoveu no último dia 6 de agosto, na sede do Secovi-SP, o Fórum de Desenvolvimento Imobiliário, Construção e Finanças Sustentáveis, evento dedicado a discutir os caminhos para a construção de cidades mais resilientes e o financiamento sustentável do setor imobiliário e da construção civil no Brasil.

A abertura contou com a participação de Luiz França, presidente da ABRAINC; Ely Werthein, presidente executivo do Secovi-SP; Eduardo Aroeira Almeida, presidente da CBIC; Eduardo May Zaidan, presidente executivo do SindusCon-SP; Gustavo Siqueira, vice-presidente de Public Affairs e RH LATAM da Saint-Gobain; e Raul Penteado, presidente do Conselho do GBC Brasil.


Matriz energética limpa como diferencial competitivo

Em sua fala, Luiz França destacou o potencial do Brasil na transição para uma construção de baixo carbono. "O Brasil carrega um ativo estratégico nessa equação. Cerca de 85% da nossa eletricidade vem de fontes renováveis, contra 27% na OCDE e 23% na média global, o que reduz de forma significativa as emissões operacionais de uma habitação ao longo de toda a sua vida útil. Esse diferencial precisa ser mais valorizado e mais comunicado pelo nosso setor", afirmou.

O presidente da ABRAINC também defendeu a industrialização da construção habitacional — seja on site, com processos racionalizados no canteiro, seja off site, com pré-fabricação e montagem modular — como caminho para reduzir desperdício, encurtar prazos e diminuir emissões. Segundo França, um dos principais obstáculos para o avanço dessas soluções em escala nacional é a falta de padronização das legislações edilícias entre municípios, que hoje trava sua replicabilidade.

"A ABRAINC segue como parceira do poder público e como voz ativa na construção de cidades mais resilientes, mais justas e mais sustentáveis para todo o Brasil", reforçou.


Financiamento sustentável em debate

A transição para uma economia de baixo carbono exige a mobilização de investimentos em larga escala, especialmente no setor da construção, que desempenha papel estratégico tanto na mitigação quanto na adaptação às mudanças climáticas. Apesar do avanço das finanças sustentáveis no Brasil, ainda persistem desafios relevantes relacionados ao acesso a crédito, à percepção de risco e à estruturação de projetos alinhados às exigências do mercado financeiro.

Foi justamente esse o eixo central do fórum: aprofundar o debate e avançar na construção de soluções práticas para ampliar o financiamento sustentável no setor imobiliário e de infraestrutura. Ao longo de um dia inteiro de atividades, o evento promoveu discussões técnicas, apresentações e dinâmicas colaborativas entre representantes do setor produtivo, instituições financeiras, investidores e formuladores de políticas públicas.

A programação abordou temas como a aplicação da Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB), instrumentos financeiros verdes — incluindo crédito climático, títulos sustentáveis e *blended finance* —, a estruturação de projetos bancáveis e a tradução de desempenho ambiental em métricas financeiras. O enfoque foi orientado à prática, buscando identificar caminhos concretos para reduzir o custo de capital, mitigar riscos e ampliar o fluxo de investimentos em soluções construtivas sustentáveis.


ABRAINC no painel sobre prioridades estratégicas

O VP de Inteligência Setorial da ABRAINC, Vladimir Iszlaji, também integrou a programação, participando do painel sobre  Prioridades Estratégicas para o Desenvolvimento da Construção e do Mercado Imobiliário frente à Nova Agenda Ambiental. Ele dividiu o palco com Francisco Antunes de Vasconcellos Neto, vice-presidente do SindusCon-SP; Carlos Borges, vice-presidente de Tecnologia e Sustentabilidade do Secovi-SP; Douglas Meirelles, gerente de Public Affairs e Soluções Integradas da Saint-Gobain; e Laura Marcellini, diretora técnica da ABRAMAT.


Programação do dia

Com programação de um dia inteiro, o fórum abordou os seguintes eixos temáticos:

  • Políticas públicas: regulação, métricas e padrões para a transição climática brasileira;
  • Prioridades estratégicas para o desenvolvimento da construção e do mercado imobiliário frente à nova agenda ambiental;
  • Instrumentos de financiamento verde para a construção e o mercado imobiliário;
  • Viabilidade econômica e estruturação de projetos sustentáveis: casos práticos;
  • O mercado brasileiro de carbono: perspectivas, regulação e oportunidades para a construção e desenvolvimento imobiliário.
O Fórum de Desenvolvimento Imobiliário, Construção e Finanças Sustentáveis reforça o compromisso da ABRAINC e das entidades parceiras com a construção de um setor imobiliário mais competitivo, resiliente e alinhado às exigências da agenda climática global.


Equipe ABRAINC. 

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