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ABRAINC avalia que taxa de 14% ao ano continua restringindo investimentos e acesso ao crédito
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A redução da Taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, pouco altera o ambiente de crédito restritivo enfrentado por famílias e empresas brasileiras, avalia a ABRAINC, Associação Brasileira de Incorporadoras. Embora seja positiva a manutenção do movimento de redução, é necessário acelerar o ritmo de cortes, de forma a aliviar o orçamento das famílias, ampliar o acesso ao crédito e estimular a economia.
“Apoiamos a responsabilidade fiscal e monetária, mas entendemos que os juros precisam ser reduzidos de forma mais acelerada. O crédito continua caro para famílias e empresas, limitando investimentos, consumo e a capacidade de financiamento da economia. É fundamental avançar em um ciclo mais consistente e rápido de redução dos juros para recuperar com mais força a capacidade de crescimento do país”, afirma Luiz França, presidente da ABRAINC.
De acordo com a Serasa Experian, o elevado custo do capital acumulado ao longo do tempo continua pressionando o setor produtivo. Em 2025, o Brasil registrou 2.466 empresas que ingressaram com pedidos de recuperação judicial, alta de 12,9% em relação a 2024 e o maior número da série histórica iniciada em 2012. Nos primeiros meses de 2026, esse quadro permaneceu, com 194 novos pedidos de recuperação judicial apenas no primeiro trimestre, evidenciando que o ambiente de crédito segue desafiador enquanto os juros não recuarem de forma mais expressiva.
Segundo França, manter os juros em níveis restritivos por um período prolongado reduz a atratividade de novos investimentos, posterga projetos e encarece o acesso ao crédito. “O setor produtivo depende diretamente de financiamento de longo prazo. Com uma descompressão mais acelerada da política monetária, poderíamos aliviar o custo para as famílias e destravar investimentos que hoje aguardam condições melhores. O resultado de uma queda mais célere seria uma economia mais dinâmica, com maior geração de empregos, aumento dos investimentos e fortalecimento do crescimento econômico”, conclui.
Para a entidade, a aceleração de uma redução efetiva da Selic, amparada pelo ambiente de inflação controlada, é o caminho essencial para restabelecer condições adequadas de investimento, ampliar o acesso ao crédito, fortalecer a confiança de consumidores e empresários e consolidar um ambiente favorável ao crescimento sustentável da economia brasileira.
Fonte: ABRAINC avalia que taxa de 14% ao ano continua restringindo investimentos e acesso ao crédito - Hub Imobiliário
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