ABRAINC NEWS
Mudanças no MCMV aprovadas pelo Conselho do FGTS fortalecem o setor e ampliam acesso à casa própria
Compartilhar:
Ajustes no programa devem impulsionar o acesso à moradia, além de movimentar a economia, gerando cerca de 123 mil novos empregos
O Conselho Curador do FGTS (CCFGTS) aprovou, nesta terça-feira (24/03), ajustes nos limites de renda e no valor dos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), ampliando o alcance da política habitacional no país. Segundo avaliação da Associação Brasileira de Incorporadoras (ABRAINC), com base na última PNAD-C, a medida pode beneficiar cerca de 6,4 milhões de famílias, permitindo que um público maior tenha acesso ao financiamento imobiliário em condições mais adequadas.
As novas regras passam a vigorar a partir de hoje e foram estabelecidas da seguinte maneira:
- Faixa 1: Limite de renda ampliado de R$ 2.850 para R$ 3.200, com teto de imóvel mantido;
- Faixa 2: Limite de renda ampliado de R$ 4.700 para R$ 5.000, com o teto de imóvel mantido;
- Faixa 3: Limite de renda ampliado de R$ 8.600 para R$ 9.600, com novo teto do imóvel subindo de R$ 350 mil para R$ 400 mil.
- Faixa 4: Limite de renda ampliado de R$ 12.000 para R$ 13.000, com novo teto de imóvel subindo de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
A mudança contribui para reduzir o
déficit habitacional ao alcançar famílias que, até então, tinham dificuldade de
acesso ao crédito imobiliário em condições adequadas, especialmente em um
cenário de juros elevados. Do volume total de novos beneficiados, 81% poderão ter acesso ao MCMV a partir de sua inclusão na Faixa 1.
Segundo o presidente da ABRAINC,
Luiz França, “as novas mudanças no programa ajudam a destravar a demanda por
imóveis em um momento de crédito mais restrito, trazendo mais previsibilidade
para o setor e incentivando novos investimentos.”
A ampliação também deve ter impacto
positivo na atividade econômica, ao estimular novos lançamentos imobiliários,
gerar empregos e movimentar a cadeia produtiva da construção civil — um dos
setores com maior capacidade de geração de postos de trabalho no país. Apenas
em 2026, a estimativa é a geração de 123 mil empregos, com base no aumento de
recursos e vendas que essa medida pode gerar.
“Em 2025 registramos um forte
crescimento no setor com alta de 34,6% nos lançamentos, sendo que só o programa
Minha Casa Minha Vida teve crescimento de 38,6%. Com a ampliação dos limites de
renda e dos tetos de imóveis, esse protagonismo deve se acentuar nos próximos
anos”, completa França.
A entidade destaca ainda que políticas públicas voltadas à habitação são fundamentais para garantir previsibilidade ao setor e fomentar investimentos de longo prazo, contribuindo para o desenvolvimento urbano e econômico.
MAIS INFORMAÇÕES
Loures Consultoria
Compartilhar:
Notícias relacionadas
Mudanças no MCMV aprovadas pelo Conselho do FGTS fortalecem o setor e ampliam acesso à casa própria
Ajustes no programa devem impulsionar o acesso à moradia, além de movimentar a economia, gerando cerca de 123 mil novos empregos
CNN Talks: Setor produtivo alerta para debate precipitado sobre escala 6x1
ABRAINC vê redução da Selic como passo importante, mas defende continuidade do ciclo de queda
Editorial: Redução da jornada de trabalho e os impactos negativos para a sociedade
A redução abrupta da jornada, sem ganho de produtividade, ameaça emprego, competitividade e o acesso à moradia