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87% da geração Z querem um imóvel maior ou mais de uma propriedade em dez anos, aponta pesquisa ABRAINC/Brain
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Pesquisa com 1.142 entrevistados revela diferenças nos planos de moradia entre gerações; preferência por apartamento na capital é maior entre baby boomers (57%) do que entre jovens da geração Z (34%) São Paulo, outubro de 2026 – O desejo de ampliar o espaço de moradia e construir patrimônio imobiliário está presente nos planos das novas gerações. Pesquisa inédita da Associação Brasileira de Incorporadoras (ABRAINC), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, mostra que 87% dos entrevistados da geração Z, de 21 a 28 anos, desejam morar em um imóvel maior ou ter mais de um imóvel daqui a dez anos. Nesse grupo, 83% consideram a moradia atual uma etapa temporária. O levantamento “Vida Imobiliária por Geração”, apresentado em 7 de outubro no Incorpora ABRAINC 2026, ouviu 1.142 pessoas com renda familiar mensal superior a R$ 2.500. A pesquisa analisa como idade, composição familiar e condições financeiras influenciam a relação com a moradia, os critérios de escolha e as alternativas para adquirir um imóvel. “Os resultados mostram que o imóvel continua presente nos planos das novas gerações, tanto como moradia quanto como construção de patrimônio. Transformar esses projetos em realidade exige ampliar o acesso ao crédito e oferecer condições compatíveis com a renda e o momento de vida de cada comprador. Também exige compreender que as necessidades mudam: sair do aluguel, formar uma família ou buscar mais praticidade são decisões que demandam diferentes soluções de moradia”, afirma Luiz França, presidente da ABRAINC. Planos de expansão atravessam gerações Entre os entrevistados das gerações Z e Y, esta última formada por pessoas de 29 a 44 anos, 48% se imaginam morando em um imóvel maior daqui a dez anos. O percentual cai para 31% na geração X, de 45 a 60 anos, e para 18% entre os baby boomers. No conjunto da amostra, 38,5% projetam viver em um imóvel maior e 33,9% desejam ter mais de uma propriedade nesse período. Os resultados apontam diferentes perspectivas para o mercado, que incluem tanto a busca por mais espaço quanto a ampliação do patrimônio. As transições de vida lideram as motivações de compra, mencionadas por 61% dos entrevistados. Dentro desse grupo, sair do aluguel corresponde a 66% das respostas, seguido por mudanças familiares, com 24%, e mudança de cidade, com 10%. Outros 21% da amostra apontam como motivação melhorar as condições do imóvel, enquanto 14% citam investimento. Crédito e patrimônio diferenciam as formas de aquisição O financiamento bancário é a principal alternativa apontada pelos mais jovens para viabilizar a compra: 44% na geração Z e 41% na geração Y. A participação recua para 26% na geração X e 15% entre os baby boomers. Com o avanço da idade, o patrimônio já acumulado ganha importância. A venda de outro imóvel é indicada por 36% dos baby boomers como estratégia para uma nova aquisição, ante 21% da geração X, 14% da geração Y e 5% da geração Z. A disposição para assumir um financiamento de longo prazo também varia. Entre os jovens da geração Z, 18% se dizem desconfortáveis com essa alternativa. O percentual chega a 21% na geração Y, 38% na geração X e 62% entre os baby boomers. Composição familiar muda a relação com a moradia A presença de filhos está associada a uma percepção maior de permanência no imóvel. Entre casais com filhos, 55% consideram a moradia atual temporária, contra 77% entre quem mora sozinho e também entre casais sem filhos. Os critérios de escolha apresentam diferenças entre gerações. A localização é citada como fator decisivo por 78% dos baby boomers e 61% dos entrevistados da geração Z. Já o preço aparece com maior frequência entre os jovens, reforçando a importância de oferecer imóveis e condições de pagamento adequados a cada perfil. Apartamento na capital atrai mais os mais velhos Ao descrever o imóvel ideal para daqui a dez anos, 57% dos baby boomers apontam um apartamento na capital, contra 34% da geração Z. Entre as gerações X e Y, o percentual é de 38%. O resultado mostra que a preferência por esse tipo de moradia é mais forte entre os mais velhos, para quem praticidade e segurança ganham importância. A renda também diferencia o imóvel desejado. Entre os entrevistados com renda familiar mensal de R$ 2,5 mil a R$ 5 mil, 56% apontam uma casa ou sobrado em rua como ideal para daqui a dez anos. Na faixa acima de R$ 20 mil, essa preferência cai para 17%, enquanto 36% escolhem uma casa ou sobrado em condomínio fechado. A pesquisa mostra que atender à demanda habitacional exige considerar diferentes trajetórias e necessidades. Independência, formação de família, expansão patrimonial e adequação da moradia ao envelhecimento influenciam decisões que vão além do tamanho ou do valor do imóvel.
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