Janeiro 2026

Mercado Imobiliário com forte alta nos lançamentos e consolidação do Programa Minha Casa, Minha Vida

Indicadores ABRAINC-FIPE apontam crescimento de 31,4% nos lançamentos e alta expressiva no valor global das operações entre janeiro e novembro de 2025

O setor de incorporação imobiliária brasileiro demonstrou robustez e fôlego renovado ao se aproximar do fechamento de 2025. Segundo os novos dados dos Indicadores ABRAINC-FIPE, o número de unidades lançadas no país registrou uma alta acumulada de 31,4% no período de janeiro a novembro, em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior. O desempenho foi impulsionado tanto pelo segmento popular quanto pelo de médio e alto padrão.

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O levantamento, com dados de 20 empresas associadas à Associação Brasileira de Incorporadoras (ABRAINC), revela que o Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) segue como o principal motor do setor, com alta de 34,2% em novas unidades. O segmento de Médio e Alto Padrão (MAP) também mostrou resiliência, com avanço de 16,9% em lançamentos.

Crescimento do mercado imobiliário em 2025

Entre janeiro e novembro de 2025, o mercado imobiliário apresentou avanço no volume de vendas, com crescimento de 2,2% no total de unidades comercializadas, impulsionado principalmente pelo segmento do MCMV, que registrou alta de 8,7%. Em termos financeiros, o valor de mercado dos lançamentos teve incremento real de 37,4%, refletindo a valorização dos ativos e o fortalecimento da confiança das incorporadoras no desempenho do setor.

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O ritmo de entregas também foi intensificado ao longo do período, com aumento de 13,9% no número de unidades concluídas, enquanto o MCMV se destacou novamente, com crescimento de 21,9% nas entregas.

Estoque

A oferta disponível encerrou o mês de novembro com tempo estimado de 11,7 meses para o escoamento da oferta atual, nível considerado saudável para o mercado.

Estoque – Médio e Alto Padrão (MAP)

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No segmento de Médio e Alto Padrão (MAP), a duração média da oferta encerrou novembro de 2025 em 13 meses, permanecendo dentro do intervalo considerado saudável (11 a 14 meses). O leve avanço na duração dos estoques reflete o impacto do elevado custo do crédito imobiliário ao longo do ciclo recente, que moderou o ritmo de vendas. Com a perspectiva de queda da Selic e a maior oferta decorrente do novo modelo de funding, a tendência é de melhora nas condições de financiamento, o que pode contribuir para acelerar a comercialização e reduzir novamente o prazo de escoamento dos estoques.

Estoque – Minha Casa, Minha Vida (MCMV)

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No programa Minha Casa, Minha Vida, o estoque encerrou novembro de 2025 com duração média de 11 meses para escoamento, também dentro da faixa considerada equilibrada para o segmento (entre 8 e 12 meses). O nível atual evidencia que, apesar da expansão robusta da oferta, a demanda segue consistente, garantindo velocidade adequada de comercialização e sustentando o dinamismo do segmento popular, principal motor do ciclo de crescimento do setor em 2025.

Para manter o forte ritmo observado no Minha Casa, Minha Vida, a ABRAINC defende a aprovação de medidas que garantam a atualização das rendas das faixas do programa, preservando o poder de compra das famílias em um contexto de crescimento da renda média da população. Diante do elevado volume de lançamentos, a manutenção de condições atrativas de enquadramento e financiamento é essencial para sustentar a velocidade de comercialização dos empreendimentos e viabilizar novos projetos, ampliando a oferta de moradias no país.

Para Luiz França, presidente da ABRAINC, os resultados de 2025 consolidam um ciclo de expansão consistente, especialmente no segmento de habitação popular. “O crescimento expressivo dos lançamentos demonstra a confiança das incorporadoras e a solidez da demanda, especialmente no segmento popular. O Minha Casa, Minha Vida tem sido determinante para sustentar esse ciclo de expansão. Para manter o ritmo de vendas e viabilizar novos projetos, é fundamental que o programa acompanhe a evolução da renda das famílias e preserve condições adequadas de financiamento”, afirma.

Sobre o segmento de Médio e Alto Padrão, o executivo destaca a estratégia de mercado: "O ciclo prolongado de juros elevados impactou de forma mais intensa esse segmento, mas o setor reagiu de maneira estratégica. O aumento expressivo no valor lançado, aliado à redução planejada da oferta, mostra que as incorporadoras estão calibrando seus estoques para preservar a rentabilidade e sustentar a valorização dos imóveis", afirma França.

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