Tecnologia e Inovação

Gigantes da construção lançam desafio de inovação ESG com startups

As inscrições para 8ª edição do desafio podem ser feitas até dia 22 de julho

O MITHUB, uma plataforma de inovação no Brasil do setor de construtechs e proptechs, que é como são chamadas as empresas de tecnologia da construção civil e do segmento imobiliário, está com inscrições abertas para a 8ª edição do MITHUB Challenge com foco em governança ambiental, social e corporativa (ESG), desde a produção e uso dos materiais até os trabalhos nas edificações.

Com parceiros como Cyrela, Dexco, Gerdau, Votorantim, Lello e Zap+/OLX, o projeto busca atrair startups que utilizem inovação e tecnologia para solucionar impactos do setor e aproximarem das grandes empresas do mercado, ajudando no desenvolvimento de todo o ecossistema.

Até o próximo dia 22 de julho, startups e empresas interessadas poderão inscrever os projetos que promovam soluções de maior eficiência energética nas edificações, construções com menor impacto ambiental, iniciativas que estimulem a diversidade no setor, inteligência na coleta de resíduos sólidos, redução de impactos na segurança do canteiro e facilitação de crédito imobiliário de interesse social.

As áreas procuradas são eficiência energética; industrialização da construção; materiais verdes; gestão deresíduos; qualificação (treinamentos); segurança de trabalho e cadeia de valor socialmente responsável.

Processo

As startups inscritas terão de passar por um processo de avaliação de especialistas do setor. As 20 melhores soluções serão selecionadas para participarem de rodadas de conexão com as grandes empresas da construção civil. As cinco melhores colocadas farão parte do pitch day, quando elas poderão apresentar suas soluções ao mercado. Na parte final do desafio, a primeira colocada ganhará um ano de acesso ao MITHUB, o segundo e terceiro colocados ganharão seis meses e o quarto e o quinto colocados, três meses.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 22 de julho no site. O resultado final será divulgado na última semana de setembro.

ESG

O movimento ESG passou a ter destaque no ambiente corporativo nos últimos anos. A Global Sustainable Investment Alliance estima que os ativos sob gestão por fundos com estratégias sustentáveis alcançaram um valor de US$ 35,3 trilhões em 2020. No Brasil, a agenda legislativa também avançou com a temática ao aprovar o Marco do Saneamento Básico no mesmo ano.

A cadeia da construção tem um impacto significativo nos pilares ESG. O setor foi responsável por 47% das emissões de carbono no planeta em 2021, além de consumir entre 40% e 75% dos recursos naturais, de acordo o MITHUB.

“Começa uma cobrança pública sobre o impacto socioambiental nas empresas. Em lugares como EUA e Europa o assunto está mais avançado e já se desdobra dentro das organizações, como o efeito nos planos de compensação de executivos e a criação de cargos como o de Chief Sustainability Officer, que atua como uma ponte entre Relações com Investidores (RI) e outras estruturas na empresa para a efetivação de práticas ESG”, diz Marcus Anselmo, managing partner da Terracotta e embaixador do MITHUB.

Fonte: E-investidor Estadão