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Abrainc publica manifesto contra paralisação do país

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28 de setembro de 2016

Indicadores de demanda e condições de crédito ainda refletem dificuldades no mercado imobiliário

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Ambiente macro e ambiente do setor apresentaram ligeira melhora em julho

O Radar Abrainc-Fipe de julho mostra que as condições gerais do mercado imobiliário apresentaram pontuação média de 2,3 na escala entre 0 (menos favorável) a 10 (mais favorável), indicando um novo piso na série histórica desde janeiro de 2004.

O mês de julho foi marcado por uma ligeira melhora no ambiente macro, em específico o indicador de confiança, que teve aumento de 0,4. O ambiente setorial também deu sinais de melhora com os indicadores de lançamentos (+0,6) e de insumos (+0,1), o que compensou a queda no indicador de preço dos imóveis (-0,4). Em relação às dimensões de crédito imobiliário e de demanda, ambas mantiveram trajetória de queda em comparação ao mês anterior (-0,3).

Acesse a série histórica do estudo aqui. 

Veja o Glossário do Radar.

No total, cinco dos doze indicadores do Radar encontram-se nos níveis mais baixos da série histórica, que são atividade, massa salarial, preço dos imóveis, emprego e condições de financiamento.

Em 2016, o panorama geral do mercado imobiliário permanece negativo, com queda de 0,7 pontos entre dezembro de 2015 e julho de 2016. Cenário que não difere do comparativo de 12 meses, uma vez que entre os meses de julho de 2015 e de 2016 observa-se uma queda em todas as dimensões avaliadas, com um recuo de 1,4 pontos na nota média geral.

Para Renato Ventura, vice-presidente executivo da Abrainc, o setor continua aguardando por melhorias na economia para retomar seu crescimento. “Vemos que alguns indicadores  mostram leve avanço, como o de confiança, mas ainda há uma série de questões que  impactam a economia brasileira e, consequentemente, o setor imobiliário”, afirma ele.

O executivo comenta ainda que o setor vem se ajustando há algum tempo. “Os lançamentos continuam seletivos, e esperamos que mais sinais positivos se somem ao aumento de confiança indicado”,  destaca Ventura.

Vale lembrar: Na dimensão “Ambiente Macro”, por exemplo, há informações a respeito de variáveis e condições macroeconômicas da economia brasileira, que são Atividade, Confiança e Juros. Já no Crédito Imobiliário, a análise é coberta pelos indicadores Condições de Financiamento, Concessões Reais e Atratividade do Financiamento Imobiliário.

Em relação à Demanda, são interpretados dados de Emprego, Massa Salarial e Atratividade do Investimento Imobiliário. Por fim, a dimensão Ambiente Setorial mostra as análises de Insumos, Lançamentos e Preço dos Imóveis.

Metodologia do estudo

O Radar Abrainc-Fipe combina doze índices dos setores imobiliário e econômico em quatro dimensões: ambiente do setor, ambiente macroeconômico, demanda e crédito imobiliário, com dados desde janeiro de 2004.

Cada um dos indicadores possui uma metodologia própria de cálculo, desenvolvida para capturar a relação (interpretação) desejada entre a sua média e as condições enfrentadas pelo mercado ao longo do tempo. Dessa forma, são atribuídas médias de 0 a 10 para cada indicador, de modo que é possível apresentar todos os doze indicadores na mesma escala de pontuação.

Ao longo do tempo, as médias dos indicadores exibirão um comportamento correspondente à variação das condições do mercado imobiliário, assim o nível pode indicar se o cenário atual está: favorável e/ou estimula a atividade do setor; próximo à tendência histórica ou ao esperado para o momento; ou compromete e/ou desestimula o setor.

A divulgação do Radar Abrainc-Fipe é mensal e as fontes de coleta de dados são públicas. No glossário e na apresentação anexos do estudo, é possível acessar a metodologia completa para maior detalhamento sobre a elaboração de cada um dos indicadores. Acesse os materiais: www.abrainc.org.br ou www.fipe.org.br  .

Sobre a ABRAINC

A ABRAINC foi constituída em 2013 com o objetivo de levar mais eficiência à gestão, qualificar e aprimorar o processo da incorporação imobiliária. Atualmente a ABRAINC reúne 35 companhias de capital aberto e/ou com presença nacional/ relevância regional. Seu objetivo é representar essas empresas, fortalecendo o setor e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país e de suas cidades. A associação atua em defesa da responsabilidade socioambiental, da ética, da integridade e das conformidades técnica, fiscal e urbanística.

Entre os principais temas em debate atualmente na associação estão as questões referentes aos processos de incorporação, ao impacto dos empreendimentos nas cidades, à burocracia nas diversas fases do negócio, à produtividade do setor e à ampliação do crédito e do financiamento.

Fazem parte da ABRAINC a Alphaville Urbanismo, BSP, Bueno Netto, Brookfield, Canopus, Canopus Maranhão, Cury, Cyrela, Direcional, Econ, Emccamp, Esser, Even, EZtec, Gafisa, Pacaembu, Helbor, HM, MRV, Odebrecht Realizações, Namour, Niss,  Patrimar, PDG, Plano & Plano, Rodobens, Rossi, Setin, Stuhlberger, Tecnisa, Tenda, Toledo Ferrari, Trisul, You. Inc. e Yuny.

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