Reforma da Previdência

Governo mobiliza governadores eleitos para aprovar reforma da Previdência

Mansueto Almeida, secretário do Tesouro Nacional, já começa a costurar alianças para avançar com texto do projeto BRASÍLIA — O secretário do[…]

Mansueto Almeida, secretário do Tesouro Nacional, já começa a costurar alianças para avançar com texto do projeto

BRASÍLIA — O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, começa a costurar um grande acordo nacional para a aprovação da reforma da Previdência no ano que vem. Ele já se reuniu com cinco governadores eleitos e garantiu o apoio deles. No fim de janeiro, terá encontro com outros políticos vitoriosos nas eleições passadas. Em várias tentativas de fazer mudanças no sistema de aposentadoria no passado, os governadores eram considerados empecilhos. Agora, a estratégia é conseguir o aval político deles antes dos embates no Congresso Nacional.

Para isso, o governo quer convencer os políticos que a reforma favorecerá o caixa dos estados, já que a maior parte das carreiras dos servidores estaduais têm regras de exceção. Tanto Mansueto, quanto o futuro secretário da Previdência, Rogério Marinho, e o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, terão encontro com os governadores em janeiro.

Mansueto já teve encontros com os governadores eleitos João Dória (SP), Eduardo Leite (RS), Romeu Zema (MG) e Ronaldo Caiado (GO), além de Paulo Hartung, atual governador do ES. Segundo ele, já tem o apoio dos cinco. Agora, a missão é convencer os demais.

Ele avalia que o cenário para a aprovação da reforma da Previdência é melhor do que há quatro anos. Salientou que, na campanha de 2014, o assunto não foi tratado. O pouco debate que houve na época foi no sentido contrário: acabar com o fator previdenciário.

Agora, entretanto, já há pontos consolidados, em sua visão. Apesar de propostas diferentes na mesa da equipe econômica do governo, há consenso de que é preciso estabelecer  idade mínima, fazer uma regra de transição e construir normas mais homogêneas para restringir os regimes especiais que existem.

— É importante destacar o papel dos governadores. Quando (o presidente Michel) Temer mandou a reforma em 2016, não tinha mobilização dos governadores — falou o secretário do Tesouro, que continuará no cargo na gestão de Jair Bolsonaro. _ É importante eles entrarem na discussão porque eles são muito afetados: dois terços dos inativos dos estados são regimes especiais e se aposentam, em média, com 49 anos.

 

Fonte: O Globo – Economia.