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Incorporadoras buscam oportunidades no MCMV para crescer

O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) foi responsável pela maior parte dos lançamentos de 2018 (76,8%) e das vendas residenciais (69,0%)

O Programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, completa 10 anos e chega no momento em que incorporadoras com foco no médio e alto padrão buscam novas oportunidades no mercado de habitações econômicas.

Amparadas pela disponibilidade de recursos do FGTS, que compõe a principal fonte de financiamento para a construção e a compra de moradias populares, condições facilitadas de financiamento e juros baixos, as incorporadoras estão atentas ao público que não tem casa própria e está propício a comprar.

Os sinais já aparecem nos números da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias). O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) foi responsável pela maior parte dos lançamentos de 2018 (76,8%) e das vendas residenciais (69,0%).

A exemplo da Cyrela e da Eztec, que já divulgaram seus projetos para o MCMV, a Longitude Desenvolvimento Imobiliário, incorporadora de Indaiatuba, com foco no Interior Paulista, também identificou no segmento econômico chances de manter seu crescimento.

Com sete anos de mercado, acaba de lançar dois empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida – o Reserva da Mata, condomínio de casas em Santana de Parnaíba, e o condomínio de apartamentos Viva Residencial, recém-lançado em Monte Mor composto por 504 apartamentos e muitos itens de lazer.

Para o diretor executivo, Guilherme Bonini, a decisão foi acertada. O primeiro teve 90% de vendas e o segundo, 75% na primeira fase.

Um dos principais argumentos das incorporadoras é o giro de capital proporcionado por negócios neste segmento e o repasse realizado no momento zero da aquisição.

Novos patamares – Paralelo aos seus empreendimentos de médio padrão, há dois anos a Longitude está estudando essa tendência do mercado de abrir os braços para o MCMV.  A empresa já tem outros nove projetos em andamento nesta linha.

Apesar da demanda consistente e o déficit habitacional ainda muito alto na baixa renda, o desafio da Longitude foi se diferenciar perante a concorrência trazendo sua expertise do segmento médio padrão para seus projetos do MCMV.

“Essa clientela mudou muito e está bem exigente. Mais do que a residência, está em busca de qualidade de vida. Os projetos agora tem que ir além, com áreas de lazer, wifi nas praças de convívio a e itens de segurança e conforto”, afirma Bonini.

Assim como a maioria das incorporadoras, a Longitude aguarda a retomada gradativa do mercado imobiliário, mas nada comparado ao boom de 2011 a 2014.

“Todos estão atentos às movimentações da economia neste novo governo, mas acreditamos na continuidade do MCMV sem muitas alterações”.

A Longitude atua em mais de 15 cidades do Interior Paulista, entre Campinas, São José do Rio Preto, Itu, Salto, Monte Mor.