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Preço de imóveis encerra o ano com alta de 3,7%

Oferta de crédito e taxa de juros baixa estimulam setor imobiliário, e construtoras preveem volume maior de lançamentos em 2021

Os preços de imóveis residenciais no país subiram 3,70% em 2020, a primeira alta em quatro anos, segundo o índice FipeZap, divulgado ontem. Isso foi efeito de uma maior procura por imóveis, impulsionada pela oferta de crédito imobiliário barato e pela busca de uma opção de investimento em um cenário de juros baixos.

A alta ficou abaixo da projeção de inflação para o ano, que é de 4,38% de acordo com os analistas de mercado ouvidos no Boletim Focus, do Banco Central. Em dezembro, o preço médio dos imóveis subiu 0,47%, após alta de 0,45% no mês anterior.

O levantamento do FipeZap monitora a variação do preço médio de venda de imóveis residenciais em 50 cidades. Entre as 16 capitais monitoradas, apenas Recife não registrou aumento. As maiores altas foram em Brasília e Manaus, com 9,13% e 8,76%, respectivamente.

No Rio, o avanço foi de 1,6%, mas a cidade continua a ter o metro quadrado mais caro do país: R$ 9.437. Em seguida vêm São Paulo, com R$ 9.329, e Brasília, com R$ 7.985.

EFEITO PANDEMIA

Com a demanda aquecida e os preços em alta, o setor imobiliário já aposta em um maior volume de lançamentos. A Abrainc, entidade que representa as incorporadoras, ouviu em setembro 38 executivos do setor, para medir o nível de confiança no pós-pandemia. Entre os empresários, 97% mostram intenção de realizar lançamentos e 92% pretendem comprar terrenos.

Segundo o presidente da AbraincLuiz Antônio França, os lançamentos de imóveis residenciais devem aumentar logo no começo deste ano, seguindo o ritmo do último trimestre de 2020, principalmente nos segmentos de médio e alto padrão:

– Em São Paulo já se vê lançamentos e prédios sendo concluídos, e isso só acontece porque tem comprador com acesso a financiamento e motivado pelo maior tempo em casa com a pandemia.

Ele avalia que as condições de financiamento imobiliário devem continuar estimulando o crescimento do setor, tanto em imóveis de médio e alto padrão como nos do segmento Casa Verde e Amarela, mesmo que a taxa de juros (Selic, hoje em 2%) suba a 3% ou 4%.

O salto de 84% do crédito imobiliário nos últimos 12 meses, segundo dados da Abecip, chamou a atenção das incorporadoras. Tanto a MRV, mais voltada para imóveis populares, quanto Cyrela e Bait, do segmento de alto padrão, preveem um volume maior de lançamentos este ano.

– A pandemia acentuou a visão de que valia a pena investir em um bom imóvel -diz Henrique Blecher, diretor executivo da Bait.

NO ALUGUEL, QUEDA

Com relação ao aluguel, os contratos estão sendo fechados abaixo dos valores anunciados, apontou o índice Quinto Andar, divulgado ontem. Só em dezembro, o valor médio ficou 14,89% abaixo do anunciado no Rio e 12,02% em São Paulo. Em 2020, o valor médio do aluguel residencial caiu 3,51% no Rio e 6,26% em São Paulo. ( *Estagiária, sob orientação de Danielle Nogueira, e colaborou Patrícia Valle)

Fonte: Jornal O Globo


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