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Tenda vai montar fábrica de construção industrializada no 1º semestre de 2021

Com o modelo, a construtora utilizará tecnologia de alto padrão para habitações populares

A Tenda vai montar uma fábrica de construção industrializada no primeiro semestre de 2021, no interior de São Paulo. Segundo o presidente da companhia, Rodrigo Osmo, a fábrica terá capacidade de 10 mil unidades por ano a partir de 2026.

“Estamos estudando esse modelo de negócio há três anos e acreditamos que vamos levar mais seis anos para chegar à escala buscada”, disse Osmo nesta quarta-feira, na abertura do Tenda Day.

Segundo o executivo, a Tenda estima desembolso de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões para estabilizar a operação da fábrica. A companhia chama de “off-site” seu modelo de construção industrializada.

O piloto do projeto “off-site”, um condomínio fechado de casas em “wood frame” (painéis com estrutura de madeira), foi desenvolvido em Mogi das Cruzes (SP).

A fábrica atenderá, inicialmente, o interior de São Paulo. O mercado buscado pelo sistema de construção industrializada da Tenda são cidades de pequeno e médio porte.

Osmo ressaltou que, com o modelo, a Tenda utilizará tecnologia de alto padrão para habitações populares.

O executivo disse que não há nada parecido, na América Latina, com a fábrica que será montada pela companhia. Os equipamentos serão trazidos da sueca Randek em 15 contêineres. A linha de produção terá 215 metros.

Segundo Osmo, foi criada uma nova empresa para atuar em construção industrializada. Marcelo Willer, ex-presidente da Alphaville Urbanismo, é investidor estratégico da empresa criada, com possibilidade de participar com até 10% dos aumentos de capital.

“É necessário que a nova empresa pense como startup. A Tenda tem 18 mil unidades, e ‘off-site’ está começando”, disse Osmo. Não há intenção de cindir a nova empresa da Tenda no curto prazo. Futuramente, se não houver sinergias, pode haver cisão ou venda da empresa.

A partir de 2026, pode haver nova fábrica para atender ao modelo de construção industrializada.

O executivo afirmou também que a incorporadora tem o desafio de desenvolver produtos para aumentar a competitividade na cidade de São Paulo.

A Tenda pretende acelerar seu crescimento a partir de 2023.

Mercados

A Tenda estima chegar a 20% de fatia de mercado nas regiões metropolitanas, em cinco anos, segundo o diretor financeiro e de relações com investidores, Renan Sanches. Atualmente, a incorporadora tem cerca de 10% de participação nas regiões metropolitanas.

Sanches ressaltou que a Tenda precisa aumentar sua competitividade na cidade de São Paulo. É necessário, de acordo com o executivo, aproveitar melhor os terrenos no maior mercado imobiliário do país. “O próximo passo será trazer mais flexibilidade para o nosso produto”, disse o executivo. A companhia está buscando reduções de custo.

Desde 2013, quando mudou seu modelo de atuação, a Tenda lança unidades de dois dormitórios com 40 metros quadrados no mercado paulistano. Mais recentemente, seguindo os passos de concorrentes, a incorporadora tem reduzido o tamanho dos apartamentos. Outras alterações são a oferta de diferentes números de unidades por andar.

A Tenda avalia que o preço médio de venda de seus produtos pode aumentar com a maior presença buscada em São Paulo, segundo o diretor.

Na capital paulista, o preço médio dos imóveis da Tenda é de R$ 161 mil, acima das outras regiões metropolitanas em que a incorporadora atua.

Há limites para os preços dos imóveis a serem incluídos no programa habitacional, conforme a região de atuação.

De acordo com o diretor, a margem bruta ajustada da Tenda deve se manter em 30% a 32%, em 2021. Ele ressaltou que há expectativa de margem líquida “relativamente estável nos próximos anos”.

A construção industrializada consumirá 3% da receita líquida anual da Tenda nos próximos quatro anos.

Fonte: Valor Econômico


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