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Cyrela gerou caixa no 3º Trimestre

Valor Econômico – A Cyrela Brazil Realty gerou caixa de R$ 187 milhões no terceiro trimestre e R$ 505 milhões no acumulado dos nove meses encerrados em setembro.

VALOR ECONÔMICO – EMPRESAS – SÃO PAULO – SP – 14/11/2014 – Pág. B3

A Cyrela Brazil Realty gerou caixa de R$ 187 milhões no terceiro trimestre e R$ 505 milhões no acumulado dos nove meses encerrados em setembro.

“Boa parte” da geração de caixa tem sido destinada à recompra de ações, segundo a companhia, em programa iniciado em junho. Até o momento, 43% do programa foi executado, o que corresponde a R$ 147,9 milhões.

De acordo com a Cyrela, em decorrência da recompra, o lucro por ação foi de R$ 0,46 no intervalo de julho a setembro, o maior valor desde o primeiro trimestre de 2012, sem considerar o efeito da mudança do regime especial de tributação (RET) no quarto trimestre daquele mesmo ano.

O caixa vem sendo direcionado também para a aquisição de terrenos. No trimestre, a Cyrela comprou seis áreas – três no Rio de Janeiro, duas na região Sul e uma em São Paulo, com Valor Geral de Vendas (VGV) potencial de R$ 615,3 milhões. O pagamento dos terrenos foi feito 12% por meio de permuta e a maior parte em caixa.

O lucro líquido da Cyrela cresceu 2,6% no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, para R$ 179,129 milhões. A receita líquida da incorporadora subiu 15,7%, para R$ 1,614 bilhão. A margem bruta teve queda de 32,8% no terceiro trimestre de 2013 para 29,9% no intervalo de julho a setembro deste ano.

O reconhecimento do projeto Riserva Golf, que possui elevada parcela de permuta em relação ao VGV, teve impacto negativo sobre a margem bruta. Sem esse efeito, o indicador teria ficado em 33,2%, próximo à margem bruta do segundo trimestre, de 33,4%. A Cyrela teve geração de caixa medida pelo Ebitda de R$ 279 milhões, 2,8% abaixo do mesmo período do ano passado.

As despesas gerais e administrativas cresceram 16,1% no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, para R$ 116 milhões. Já as despesas comerciais aumentaram 4,3%, para R$ 118 milhões. Essas despesas corresponderam a 11,9% das vendas contratadas, ante 8,3% um ano antes.