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Mercado imobiliário bate recordes e produz novas gigantes

Luiz Antonio França

*Por Luiz França

O setor da construção civil é determinante para o crescimento econômico do Brasil. Além da geração de empregos, ele é imprescindível em toda uma cadeia produtiva que envolve pequenas, médias e grandes empresas, englobando 97 atividades. Sem contar os responsáveis por documentação e administração de todo o processo que orbita em torno da construção e negociação de um imóvel.

E para os empresários e investidores, cada empreendimento lançado, vendido e finalizado é muito mais que um resultado financeiro: nós, construtores e incorporadores de imóveis, somos realizadores de sonhos.

Em 2021, foram 153.726 novas unidades habitacionais lançadas e 143.576 unidades novas foram comercializadas – um recorde para o setor – números que impressionam pelo volume e pela garra de todos os envolvidos na entrega de cada um dos empreendimentos. Geramos cerca 9% de todos os empregos formais do Brasil.

Um dos segmentos que puxaram o setor foi o de Médio e Alto Padrão (MAP), cujos lançamentos totalizaram 64.505 unidades, um crescimento de 226% ante 2020. Em termos de unidades vendidas, neste nicho de mercado 27.937 imóveis foram comercializados no ano passado, alta de 21% em comparação ao balanço anual do período precedente.

Mas, para ter bons resultados nesse mercado é preciso de gente que sonhe e trabalhe duro; pessoas dispostas a projetar seus negócios para andares cada vez mais altos, sem medo dos obstáculos que enfrentamos dia após dia. Por isso, devemos admirar a coragem e o crescimento de novas gerações de empresas da indústria da construção civil e seus empresários.

Um exemplo, é a Construtora Patriani, associada à ABRAINC (Associação Brasileiras de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) e liderada pelo empresário Valter Patriani, uma grande mente que contribui para a evolução e continuação do setor.

Se a incorporação junto à construção civil cresceu em 2021, parte dos méritos são de empresas como a Patriani, que encerrou o ano comercializando 100% das unidades lançadas e um faturamento de R$ 1,016 bilhão. Foram 10 prédios entregues e mais de 200 mil m² de áreas. A companhia também registrou um crescimento de 20% em contratação de fornecedores e 115% em contratações gerais.

São por todos esses motivos que reforçamos mais uma vez o papel fundamental da construção na retomada da economia brasileira. Existe uma série de oportunidades no mercado imobiliário, e para atender a demanda e o anseio do cliente, é preciso estar cercado de profissionais capacitados, seja em relação a sua contribuição para o desenvolvimento do país – com geração de renda e emprego e formação de profissionais -, quanto na oferta de produtos (imóveis) de qualidade e diferenciados.

*Luiz França é presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias