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“Minha maior preocupação hoje é fazer o bem”, diz Elie Horn, da Cyrela

Elie Horn

Empresário falou brevemente com Época NEGÓCIOS durante o Brazil at Silicon Valley, encontro promovido por alunos de Stanford no Vale do Silício

Elie Horn quer fazer sua parte para melhorar a sociedade. Aos 74 anos de idade, o fundador da Cyrela e um dos empresários mais emblemáticos do setor de construção civil no Brasil, sabe claramente quais são seus objetivos. “Minha maior preocupação hoje é fazer o bem”, afirmou Horn com exclusividade a Época NEGÓCIOS.

O empresário esteve presente durante o Brazil  at Silicon Valley, conferência organizada por brasileiros que estudam na Universidade de Stanford e acontece durante esta segunda-feira (8/4) e terça-feira (9/4).

Abaixo, confira o papo com Horn, que raramente fala com a imprensa.

Época NEGÓCIOS: O que você está mudando nos seus negócios por causa da tecnologia?

Elie Horn: Eu, pessoalmente, nada. Mas a mensagem que passo é a de que temos de nos adaptar a tudo que é moderno. Se não reciclar, morre. É radical

Por que as pessoas têm tanta resistência a mudanças?

É autodefesa. É da natureza humana. Quanto mais velho, pior, porque você se acostuma a coisas velhas e as novas ficam um pouco afastadas. Faz parte da vida. Mas você tem de aceitar e se adaptar dentro do possível.

Você tem alguma tática para sua mentalidade não envelhecer?

Eu não estou preocupado em ficar velho. Minha maior preocupação hoje é fazer o bem. Tentar ganhar dinheiro para fazer ainda mais. Tenho mente de empresário. Gosto de investir para poder colher. Quero investir o máximo que puder para causar impacto.

O que significa fazer o bem?

O que é o bem na sua opinião?

Influenciar positivamente a vida de uma pessoa?

Isso também faz parte do bem. O bem é muito amplo. Não entendo como as pessoas não têm noção do bem. A sua pergunta me soou um pouco estranha, porque o bem para mim é óbvio.

Mas os negócios tradicionais nem sempre se preocuparam com essa questão.

Eu nunca tentei fazer o mal. 80% do meu tempo é para o bem. Cada vez que trabalho dez horas, oito são para fazer o bem.

Você teve esse insight em qual momento da sua vida?

A noção do bem foi meu pai quem me ensinou quando era jovem. Foi aumentando com o tempo. Para mim, está claro. Mais claro, impossível.

É possível aprender a fazer o bem?

Claro que sim. Educando e acordando a consciência. Tudo é possível.

Fonte: Época Negócios