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Corte de juros no Casa Verde e Amarela impulsiona maior mercado imobiliário do país

Presidente da Abrainc afirma que o corte nos juros vai reduzir o valor das parcelas e permitir o acesso de mais famílias à casa própria, abrindo espaço para o crescimento deste mercado

A redução nas taxas de juros praticadas no Casa Verde e Amarela (novo nome do Minha Casa Minha Vida) vai representar uma injeção de ânimo “na veia” do mercado imobiliário, uma vez que a maioria dos imóveis comercializados no País são enquadrados, justamente, no programa habitacional.

Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) mostram que o programa respondeu por 81% dos lançamentos e 72% das vendas de imóveis no País no acumulado dos últimos 12 meses até maio, conforme a pesquisa mais recente.

Isso mostra que o governo Bolsonaro afaga os empresários da construção ao mesmo tempo em que busca ganhar terreno junto à população de menor renda, especialmente nas regiões Norte e Nordeste – onde os cortes nos juros do programa serão maiores.

O presidente da Abrainc, Luiz França, observou que o corte nos juros do financiamento vai reduzir o valor das parcelas e permitir o acesso de mais famílias à casa própria, abrindo espaço para o crescimento deste mercado.

“O governo deu hoje um direcionamento claro para a sociedade em relação ao que esperar da política habitacional para a baixa renda. O governo mostrou que este é um segmento importante”, destacou França, em entrevista.

Na sua avaliação, a meta anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) de atender 1,6 milhão de famílias até 2024 é factível.

“É tecnicamente viável, porque o corte nos juros permite a inclusão de famílias que antes não poderiam pagar a prestação do imóvel. Com isso, vejo uma tendência de redução do déficit habitacional”, completou.

Essa é a primeira vez que há um corte de juros no programa habitacional desde o lançamento em 2009, no governo Lula. A medida já vinha sendo discutida há alguns meses por empresários com o governo Bolsonaro. Em março, reportagem do Broadcast mostrou que entidades do setor da construção levaram essa proposta ao MDR.

Fonte: Agência Estado