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Copom reduz taxa básica de juros de 4,5% para 4,25% ao ano – JN

Luiz Antonio França, presidente da Abrainc, comenta sobre a redução da taxa Selic e a consequente expansão do crédito imobiliário no Jornal Nacional

O Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu de 4,5% para 4,25% ao ano a taxa básica de juros da economia brasileira.

A economia brasileira continua em processo de recuperação gradual, mas ainda há incertezas em relação aos efeitos das últimas reduções de juros sobre a economia. Essas foram as justificativas do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) para baixar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual e deixar a Selic no menor patamar da história.

Depois dessa redução, o Copom vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária, ou seja, esse deve ser o último corte da taxa básica, diz o economista Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho.

Ele explica que a redução desta quarta (5) está em linha com a queda no ritmo de crescimento da economia nos últimos dois meses.

“O Banco Central já está num processo de sintonia fina da política monetária, acredita que é necessário estimular mais um pouco a atividade econômica, talvez os últimos dados de atratividade econômica, mais especificamente da indústria convenceram o Banco Central da necessidade de mais um corte de juros. Então o Banco Central está realmente atuando para consolidar o processo de recuperação da economia”, explicou Rostagno.

A redução da taxa básica da economia tem efeito direto sobre o crédito habitacional. Segundo a Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias, cada queda de 1% nos juros de financiamento de imóveis inclui mais de 2,5 milhões de famílias no mercado imobiliário. Em 2019, com esse aumento de crédito, o setor retomou o crescimento.

Até agora, os juros menores baratearam os empréstimos para comprar a casa própria.

“Queda da taxa de juros, ou seja, juros baixos, é fundamental para o mercado imobiliário. No mundo inteiro, o mercado imobiliário começa a crescer quando você tem juros baixos”, avaliou Luiz Antonio França, presidente da Abrainc.

Quanto menor os juros básicos da economia, maior a quantidade de empréstimos para comprar a casa própria. Nos últimos anos, a expansão do crédito imobiliário tem acompanhado de perto a queda da Selic.

Foi assim em 2019, que fechou com um aumento de 34% na contratação de financiamentos para habitação.

“As decisões de política monetária, as reduções dos juros, elas demoram um certo tempo para aparecer na ponta final. Então, boa parte do que já caiu essa taxa de juros, considerando o ciclo, em julho, ainda está para aparecer na ponta final. Então isso é mais um passo empurrando a taxa de juros na ponta final, não só para crédito imobiliário, mas para todos os tipos de crédito caírem também”, disse Luis Otávio Leal, economista-chefe do Banco ABC.

Fonte: TV Globo (Jornal Nacional)