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Confiança da construção chega ao maior nível desde setembro de 2014, diz FGV

O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 1,5 ponto em novembro, para 89,0 pontos, na comparação a outubro

Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 1,5 ponto em novembro, para 89,0 pontos, na comparação a outubro, maior nível desde setembro de 2014 (89,9). De acordo com a Fundação Getulio Vargas, o índice registra alta de 0,5 ponto pela métrica de médias móveis trimestrais, mantendo a tendência ascendente iniciada em junho deste ano. Na comparação com igual mês de 2018, a alta foi de 4,2 pontos.

O alta do ICST em novembro deve-se à melhora da situação corrente e às expectativas. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) avançou 2,4 pontos, para 81,3 pontos e registra ganho acumulado de 8,9 pontos nos últimos seis meses. O Índice de Expectativas (IE-CST) subiu 0,5 ponto, passando a 97,0 pontos, compensando a perda sofrida no mês anterior. Este resultado foi influenciado pela tendência dos negócios nos próximos seis meses, cujo indicador subiu 1,3 ponto, para 96,9 pontos.

“Finalmente a melhora nas vendas e lançamentos registrados no mercado imobiliário em algumas cidades do país, notadamente São Paulo, começa a se refletir de modo mais expressivo nos indicadores”, observou em nota Ana Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE. Segundo ela, o avanço da confiança setorial no mês foi impulsionado por Edificações: o ISA do segmento registrou o melhor resultado desde fevereiro de 2015.

Ana, no entanto, destaca que essa é uma base baixa, já afetada pela crise. Outro ponto relevante é que, a despeito da percepção mais positiva generalizada, o indicador de mão de obra prevista registrou queda na comparação com outubro e ainda há mais empresários apontando redução da mão de obra do que contratação nos próximos meses.

O Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) do setor subiu 0,4 ponto percentual, para 70,5%. Em relação ao Nuci para Máquinas e Equipamentos, o avanço foi de 0,3 ponto. Para o Nuci de Mão de Obra, a alta foi de 0,5 ponto percentual.

Fonte: Valor Investe