Abrainc News

Debate sobre reformas e ações para atração de investimentos marca abertura do Incorpora 2021

Evento foi assistido por 900 pessoas via plataforma da ABRAINC

A abertura do Incorpora 2021 foi realizada nesta quarta-feira (29) e contou com audiência de 900 pessoas, via plataforma de transmissão e Youtube da ABRAINC, para um debate sobre a importância de reformas e ações que atraiam investimentos e promovam a melhoria do ambiente de negócios no país.

O evento foi mediado pelo jornalista William Waack e contou com as presenças de:

  • Luiz França, Presidente da ABRAINC;
  • Rubens Menin, Presidente do Conselho da MRV;
  • Pedro Guimarães, Presidente da CAIXA;
  • Flaviano Galhardo, Presidente da ARISP/IRIB;
  • Marcos Vanderlei, Vice-Presidente da B3;
  • José Rocha Neto, Diretor-Executivo do Bradesco; e
  • Gustavo Loyola, ex-Presidente do Banco Central do Brasil e Sócio da Tendências Consultoria Integrada.

França destacou na abertura do Incorpora que a Construção Civil desempenha um enorme papel na geração de empregos e tributos para o Brasil. “Movimentamos 97 setores da indústria da construção. Promover um ambiente saudável, com segurança jurídica para investimentos e crescimento do setor é fundamental para a recuperação sustentável da economia nacional”, disse.

O Presidente da ABRAINC ressaltou que o controle das contas públicas é importante para assegurar esse cenário de retomada econômica. “Temos que ter a responsabilidade de olhar no médio prazo, onde temos visto as despesas em trajetória crescente. É preciso equacionar isso”. Ele defendeu a aprovação da reforma administrativa para redução dos gastos públicos e uma reforma tributária que simplifique o sistema.

França falou ainda que o setor de incorporação está otimista com o futuro, os índices de inadimplência estão baixos e a demanda aquecida. “O Brasil tem um enorme potencial para deslanchar”.

Rubens Menin, presidente do Conselho da MRV, afirmou que os fundamentos do setor da Construção são muito fortes no Brasil. “Temos um ambiente regulatório bom. Nossa indústria tem contribuído para a geração de empregos e deu suporte para a economia, junto de uma taxa de juros muito boa neste ano, o que é fundamental para que as famílias possam adquirir crédito e investir em imóveis. A demanda por habitação é enorme no Brasil”.

Menin ressaltou ainda que um dos grandes desafios para o setor é ampliar a securitização e a oferta de crédito. “Quanto maior ela for, mais força a indústria da construção terá”.

Pedro Guimarães, Presidente da Caixa, destacou que o banco ampliou seu financiamento ao setor de habitação na pandemia, e com isso ganhou mercado. “A Caixa chegou a ter 55% do mercado, em abril e maio de 2020. Em janeiro de 2019, era menos de 20%. Hoje está ao redor de 40%. No Casa Verde e Amarela, a Caixa tem hoje 99,99%. O grande desafio que temos é a realização do programa no interior do nordeste, região amazônica, locais em que quase nenhum banco tem atuado. E a Caixa está.”, disse.

Economia

Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central e sócio da Tendências Consultoria Integrada, afirmou que o país está no caminho certo do combate à Covid-19, com disponibilidade de vacinas, redução do número de casos e da letalidade, o que tem propiciado uma recuperação da economia brasileira. “Os números do terceiro trimestre do PIB devem vir muito bons. Devemos crescer em média 5% esse ano”, disse.

Loyola destacou, porém, que uma boa gestão fiscal nos próximos meses é fundamental para manter o prêmio de risco no país confortável e amortecer as tensões que podem vir do processo eleitoral de 2022. A crise hídrica, que tem afetado a inflação no Brasil, foi outro fator de risco mencionado pelo ex-presidente do Banco Central.

De acordo com ele, mesmo com as recentes altas da Selic, a indústria imobiliária vem demonstrando uma força muito grande. “Acredito que a atividade do setor seguirá crescendo no próximo ano”. Loyola destacou ainda que é importante que a reforma tributária não traga incertezas para a indústria da Construção.

José Rocha Neto, Diretor Executivo do Bradesco, disse acreditar que independentemente da taxa definida pelo Banco Central no futuro, há uma estrutura para garantir um crescimento no ramo imobiliário. “Estamos falando de um financiamento de 30 anos. Ele pode desacelerar um pouco, mas não vai gerar um grande impacto. O setor imobiliário tem uma enorme importância estratégica para a economia do nosso país. É uma atividade altamente geradora de empregos e movimenta uma extensa cadeia produtiva, o que o torna um grande motor do crescimento do país.”, ressaltou.

Abertura de capital

Atualmente, 28 incorporadoras têm ações na B3, sendo que oito delas entraram para a bolsa no ano passado, gerando novas entradas da ordem de R$ 6 bilhões e 22 mil investidores, o que foi destacado por Marcos Vanderlei, vice-presidente da B3. “Esse dinheiro financiou a expansão de boas empresas, gerou empregos, retorno aos investidores e combustível para a nossa economia”, afirmou.

Registro de imóveis

Flaviano Galhardo, Presidente da ARISP/IRIB, explicou o funcionamento do sistema de registro de imóveis no Brasil e as inovações implantadas nos últimos anos, impulsionadas pela pandemia de Covid-19. “O Brasil arquitetou um bom sistema de registro imobiliário. O registro de imóveis, além de um serviço jurídico, é um serviço público exercido em caráter privado, o que tem permitido evoluirmos e proporcionarmos o aperfeiçoamento tecnológico. Facilidade do acesso à informação, financiamentos imobiliários feitos de forma remota, estruturação de documentações, pesquisas patrimoniais e execuções extrajudiciais eletrônicas, são alguns exemplos dos avanços nos últimos anos”.

Agenda Incorpora 2021

O Incorpora 2021 continua nas três próximas quartas-feiras, 06, 13 e 20 de outubro, sempre das 16h às 18h, com grandes convidados e discussões estratégicas para o setor.

Para o segundo evento, no dia 06/10, o debate será sobre o cenário econômico, financiamento e políticas habitacionais.

Faça sua inscrição!

Veja a íntegra da abertura do Incorpora 2021:

Redação ABRAINC