ABRAINC Explica

ABRAINC Explica: Uso de novas tecnologias na construção eleva produtividade e ajuda a reduzir o déficit habitacional

Em sequência à série ABRAINC Explica, abordaremos neste texto um tema que tem ganhado grande relevância na Construção Civil: Inovação.

Em sequência à série ABRAINC Explica, abordaremos neste texto um tema que tem ganhado grande relevância na Construção Civil: Inovação. Desde o uso de sistemas construtivos industrializados até a digitalização da jornada de compra, a utilização de novas tecnologias são cada vez mais presentes no setor.

Entre as soluções disponíveis no Brasil, podemos destacar o wood frame e o steel frame, que fazem parte da chamada construção off-site, além do BIM (Building Information Modeling – ou Modelagem da Informação da Construção, em português). Todos esses métodos buscam a padronização, racionalização dos materiais e otimização da produtividade.

Os componentes das habitações nas construções off-site são produzidos em fábricas, através de máquinas de alta precisão, para então serem transportados já prontos para os canteiros de obra para montagem e acabamento.  Essa pré-fabricação pode ser utilizada em pequenos itens como paredes e fachadas, ou até em ambientes completos, como banheiros e cozinha.

Estudo da Consultoria McKinsey, “Reinventing Construction: A route to higher productivity”, mostrou que as construções off-site podem reduzir em pelo menos 50% os prazos de obra e em 20% os custos de construção.

Aliada aos ganhos de prazo, eficiência e produtividade, as construções off-site podem responder de forma rápida à intensa demanda por residências no Brasil. Estudo recente da ABRAINC apontou que o déficit habitacional no país chegou a 7,8 milhões de moradias em 2019. Além disso, entre 2020 e 2030, será necessário construir mais de 11 milhões de casas para cobrir a demanda das famílias brasileiras, mostra o levantamento.

Outro fator que tem ampliado o uso de novas técnicas de construção é o aumento dos preços de matérias-primas e insumos utilizados nas obras. Incorporadoras têm buscado alternativas de redução destes impactos nos custos, assim como opções mais modernas, que tragam melhor desempenho, conforto e satisfação para os clientes.

Associadas ABRAINC e o uso de novas tecnologias na construção

  • MRV

Uma das maiores empresas do País, a MRV Engenharia, já testou em quatro empreendimentos do programa habitacional Casa Verde e Amrela a substituição da tela de aço por fibra de vidro, nas paredes de concreto, e conseguiu homologar a tecnologia.

A companhia já adiantou que pretende expandir essa aplicação na produção de edifícios de até cinco andares e tem utilizado o drywall em paredes internas. Outra iniciativa da empresa em busca de mais eficiência trata da troca gradual de formas de alumínio por plásticas.

  • Yuny

A Yuny Incorporadora iniciará em breve as obras do Uwin Brooklin, na capital paulista, que contará com um grande diferencial: será utilizado nesse empreendimento o sistema de fachadas pré-fabricadas em Light Steel Frame (LSF), vedações internas em drywall, kits hidráulicos industrializados e a superestrutura em concreto com alto módulo de elasticidade. Estas soluções reduzem o consumo de aço na superestrutura e aumentam a velocidade de execução da obra, além de gerarem economia e menor geração de resíduos.

  • Tenda

A Tenda deu início à instalação de uma das maiores linhas de montagem de painéis de wood frame do mundo, para fabricação de casas no modelo off-site, que consiste em produzir os imóveis dentro da fábrica realizando somente a montagem no canteiro de obra.

Localizada em Jaguariúna, cidade do interior de São Paulo, a fábrica dispõe de mais de 18 mil m² com previsão de iniciar as operações no segundo semestre desse ano.

Em plena capacidade, a nova “fábrica de casas” tem potencial de produzir 10 mil unidades/ ano.  As habitações que têm como principal elemento os painéis de wood frame, utilizam madeira de reflorestamento reduzindo o uso de cimento, aço e a emissão de gases do efeito estufa.

  • Setin

A Setin Incorporadora tem investido cada vez mais na industrialização de sistemas, executando kits hidráulicos e elétricos fora do canteiro de obras, utilizando assim exatamente as quantidades projetadas de insumos, aproveitando melhor a matéria-prima, com aumento da produtividade e redução significativa dos prazos.

A Setin também tem fomentado o uso de concretos de alto desempenho, com maiores resistências, buscando concomitantemente a geometria das peças estruturais e a redução da taxa da armadura, ou seja, diminuindo a necessidade de aço e fôrmas.

Explicando alguns conceitos de construção industrializada:

BIM

O BIM é um conceito de criação de um modelo virtual com informações técnicas da edificação, ou seja, é um processo que trabalha com modelos 3D mais fáceis de assimilar e mais fiéis ao produto. Ele permite a colaboração de diferentes profissionais durante o planejamento, execução e operação de edificações.

Numa comparação simples, seria como abandonar a ideia de fazer o planejamento desenhando mapas e trabalhar diretamente com maquetes. Com seu uso é possível verificar a posição de cada detalhe da obra, como canos, paredes e a fiação, e ainda calcular a quantidade de material e mão de obra necessária. Ele facilita todo o processo de construção e permite localizar erros na fase inicial, reduzindo o retrabalho e o desperdício.

Decreto Federal de abril de 2020, torna obrigatória a utilização do BIM na execução de obras e serviços de engenharia realizadas pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal.

Wood frame

Wood frame é um sistema construtivo com montantes e travessas em madeira revestidos por chapas igualmente feitas de madeira. A parte estrutural (montantes e travessas) do wood frame é composta por madeira maciça, enquanto as chapas de revestimento são em OSB (Oriented Strand Board), que são lascas de madeira reflorestada coladas em diferentes direções.

Esse tipo de sistema de construção em madeira também tem a vantagem de ser um material renovável e de impacto ambiental menor do que construções envolvendo estruturas e revestimentos cimentícios. (Disponível em: https://www.escolaengenharia.com.br/wood-frame/)

Steel frame

O steel frame ou light steel frame é um sistema construtivo formado por estruturas de perfis de aço galvanizado. Seu fechamento é feito por placas, podendo ser cimentícias, de madeira, drywall, etc. Sua estrutura é composta basicamente por: fechamento externo, isolantes termoacústicos e fechamento interno.

A principal diferença do steel frame é a precisão do sistema, tanto dos cálculos da quantidade de material que será utilizado, quanto da execução. A geração de resíduos é praticamente zero, já que a estrutura é fabricada com as dimensões definidas em projeto, dispensando o corte de peças, consequentemente isso gera uma construção mais barata, rápida e limpa. (Disponível em: https://www.escolaengenharia.com.br/steel-frame/)

Inovação na jornada de compra de imóveis

Com o intuito de impulsionar o uso de ferramentas inovadoras também na jornada de compra de imóveis, a ABRAINC vem organizando eventos e reuniões com empresas de tecnologia e startups.

A entidade, inclusive, apoiou recentemente a divulgação do Mapa de Construtechs e Proptechs 2021, o maior mapeamento de startups da construção e mercado imobiliário do Brasil, desenvolvido pela Terracotta Ventures.

Em sua 5ª edição, foram mapeadas mais de 830 startups, um aumento de 18,5% em relação a 2020 e 235% comparando com a primeira versão em 2017. O Mapa busca chamar atenção para o crescimento de empresas de tecnologia nesse ecossistema, aproximando empreendedores, empresas e investidores que têm o desejo de transformar o setor da construção e mercado imobiliário no Brasil.

Em abril, a ABRAINC promoveu o webinar ‘Inovação na Jornada de Compra Imobiliária’, que contou com a participação de João Fiuza, diretor Comercial e de Incorporações da Diagonal Engenharia; Simone Moutinho, diretora Executiva da Linkpay; João Vianna, Founder & Head of Real Estate da Loft e Eduardo Muszkat, CFO e Head da área de Crédito Imobiliário da Kzas. O evento foi acompanhado por mais de 300 pessoas simultaneamente.

Os convidados apresentaram cases de sucesso e produtos para tornar mais prática e leve a experiência de compra e a jornada digital de consumo. Dentre eles, ferramentas de busca por imóveis através de filtros nos respectivos portais, para a rápida aprovação de crédito imobiliário e simulação de financiamentos com bancos, agendamento de visitas aos empreendimentos de forma online ou por tours virtuais, programas de cashback, em que a porcentagem do valor investido é devolvida ao comprador para utilização no imóvel, além de auxílio aos corretores e incorporadores, com plataforma responsiva para pagamentos de comissões e prêmios. O conceito de smart cities – cidades com sistemas integrados para a troca de grandes volumes de informações, estratégias e ações que melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida da população – também foi debatido.

Após a realização desse seminário virtual, a ABRAINC organizou reuniões fechadas entre suas Associadas e as empresas Kzas, Linkpay e Loft.

Fintechs

Em sequência à agenda de eventos sobre inovação, a ABRAINC realizou, em parceria com a Brain, o webinar “Fintechs e as Inovações para o Mercado Imobiliário. O encontro reuniu empresas e startups com serviços voltados para o crédito, financiamento imobiliário e inovação na jornada de compra e venda imobiliária. Mais de 400 pessoas assistiram à transmissão ao vivo.

Além do presidente da ABRAINC, Luiz França, e do diretor de Assuntos Econômicos, Renato Lomonaco, participaram do webinar Guilherme Werner, Sócio-consultor da Brain Inteligência Estratégica; Marco Túlio Guimarães, Diretor e Vice-Presidente de Produtos Bancários no Banco Inter; Gabriela Costa, Head de Distribuição Institucional e RI de FIIs do Banco Inter; Juliano Bello, Co-founder da CashMe, e Cauê Buck, UX Coordinator da Nave, Labs de inovação da Bild-Vitta.

Os convidados apresentaram seus produtos, soluções financeiras e iniciativas para tornar as operações de crédito imobiliário, bem como a experiência do cliente, mais ágeis, simplificadas e digitalizadas.

França falou sobre a importância das fintechs para a desburocratização dos processos da compra e venda de imóveis aos consumidores e profissionais do setor, e frisou sobre os aprendizados do último ano, com a realidade da pandemia da COVID-19. “Este momento de pandemia, com todos os baixos, está sendo, em contrapartida, uma oportunidade para o desenvolvimento da digitalização e inovação, e mostra que o setor tem ferramentas para continuar se movimentando.”

Redação ABRAINC


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